Um estudo recente colocou a franquia Call of Duty no centro do debate sobre trapaças no multiplayer online. A pesquisa, publicada pela empresa de cibersegurança Surfshark, analisou buscas relacionadas a cheats e cruzou os dados com o número estimado de jogadores de cada título.
Segundo o levantamento, Call of Duty lidera o ranking de pesquisas relacionadas a trapaças, com 66 buscas por cheats a cada 1.000 jogadores. O número coloca a franquia no topo da lista entre os principais jogos multiplayer da atualidade.
Como o ranking foi montado
O estudo não analisou dados internos dos jogos nem registros oficiais de banimentos. Em vez disso, a Surfshark mediu o volume de pesquisas online relacionadas a trapaças e comparou proporcionalmente ao tamanho das comunidades. Atrás de Call of Duty aparece Rocket League, um resultado considerado surpreendente por se tratar de um título esportivo. Na sequência vêm:
- Tom Clancy’s Rainbow Six Siege (53);
- Marvel Rivals (45);
- PUBG: Battlegrounds (39);
- Apex Legends (25);
- Fortnite (20);
- ARC Raiders (10).

Já títulos altamente competitivos dos esports aparecem nas últimas posições. League of Legends registra apenas 0,3 buscas por 1.000 jogadores, enquanto Counter-Strike 2, Dota 2 e Valorant também figuram entre os menores índices.
A Surfshark destacou ainda os riscos de segurança associados à busca por cheats. Segundo o diretor de segurança da empresa, jogadores que instalam trapaças frequentemente desativam antivírus e concedem permissões elevadas ao sistema, abrindo portas para malwares avançados, como ladrões de informação e trojans de acesso remoto.
Problema histórico na franquia
O relatório também reforça que o problema de trapaças em Call of Duty não é recente. Desde os primeiros modos multiplayer da série, jogadores relatam a presença de softwares ilegais e manipulações de sistema.
Activision rebate o estudo
Após a repercussão, a Activision enviou um posicionamento oficial contestando as conclusões. Segundo a empresa:
“Trapaça é um problema de toda a indústria e um desafio que enfrentamos 24 horas por dia. Mas este estudo não é sobre trapaça, é sobre buscas, e não inclui nenhum dado real de trapaça ou informações vindas dos jogos citados.
Proteger a experiência dos jogadores exige dados precisos, aplicação contínua de medidas e que os jogadores sigam denunciando comportamentos suspeitos. Manchetes sensacionalistas não resolvem o problema. Ação consistente, sim. Estamos comprometidos com isso.”
A resposta deixa claro que a Activision considera a metodologia limitada, já que o estudo mede intenção de busca, não incidência real de trapaças dentro do jogo.
O debate reacende uma discussão antiga no cenário multiplayer: como combater cheats de forma eficaz sem depender apenas de métricas indiretas — e sem transformar estatísticas de busca em diagnóstico definitivo do problema.
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