A Ubisoft atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. Após confirmar o cancelamento de seis projetos, incluindo o problemático remake de Prince of Persia, a empresa amplia a lista de cortes em meio a queda nas ações, demissões e reestruturações internas.
As informações foram divulgadas pelo Insider Gaming, que detalhou os títulos afetados.
Seis projetos encerrados
Entre os jogos cancelados está Prince of Persia: The Sands of Time Remake, anunciado originalmente em 2020. O projeto enfrentou críticas desde a revelação, passou por troca de estúdio e acabou encerrado oficialmente. Outros títulos afetados incluem:
- Project Aether – Em desenvolvimento desde 2019, teria sido produzido pela Ubisoft Halifax. Parte do conceito deve ser reaproveitada em outro projeto.
- Project Pathfinder – Anteriormente conhecido como Project U.
- Project Crest – Um shooter de extração ambientado na Segunda Guerra Mundial.
- Assassin’s Creed Rebellion – Encerramento de suporte.
- Assassin’s Creed Singularity – Novo jogo mobile da franquia, também planejado para PC, cancelado após anos em produção.
Além desses, um multiplayer de Assassin’s Creed já havia sido encerrado anteriormente, mas não faz parte dessa lista específica.

Black Flag Remake segue vivo
Apesar dos cortes, um projeto importante continua em andamento: o remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag. Rumores apontam que a revelação pode acontecer em abril, após adiamento para fora do atual ano fiscal. A Ubisoft aposta na força da marca Assassin’s Creed para estabilizar o calendário e recuperar a confiança do mercado.
Crise financeira e reestruturação
Os cancelamentos acontecem em meio a uma fase turbulenta. A Ubisoft registrou forte desvalorização de mercado nos últimos anos, com queda nas ações após resultados abaixo do esperado e lançamentos que não atingiram metas comerciais.
A empresa também promoveu demissões em diferentes regiões e fechou estúdios, como parte de um plano de redução de custos. O movimento faz parte de uma reestruturação ampla, focada em projetos considerados mais seguros e rentáveis.
Outro ponto que chamou atenção foi a aproximação com a gigante chinesa Tencent, que ampliou sua participação acionária na empresa nos últimos anos. A parceria fortalece o caixa da Ubisoft, mas também aumenta a dependência de investidores externos em um momento sensível.
Ubisoft busca estabilidade
Com cortes agressivos e foco em franquias consolidadas, a Ubisoft tenta reorganizar sua estratégia. A prioridade agora parece clara: menos riscos, menos experimentação e mais apostas em marcas estabelecidas. Resta saber se a estratégia será suficiente para recolocar a empresa nos trilhos — ou se novos cortes ainda estão por vir.
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