O governo federal anunciou o aumento de impostos em diversos produtos, incluindo eletrônicos, com a desculpa de “proteger a indústria nacional“.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o número de produtos importados em dezembro de 2025 ultrapassou a marca de 45%, e que se continuasse a subir, poderia levar para um “colapso na indústria local“. Para evitar que o suposto colapso aconteça, o governo federal optou por aumentar os impostos em mais de mil produtos.
Na parte de eletrônicos, smartphones, processadores, placas-mãe, placas de vídeo e até memórias RAM, que já estão passando por um aumento de preço devido à expansão da IA, receberam aumentos de até 18% (veja a tabela completa abaixo). Ainda não está claro se a medida impactará consoles como os Xbox Series X|S, que já são difíceis de se encontrar por aqui, e PlayStation 5.

Mas a indústria nacional não é tão forte assim – e nem consegue atender demandas internas
Infelizmente, a indústria nacional não é forte o suficiente. Grande parte dos produtos “fabricados” no Brasil são apenas montados, ou seja, peças mais caras como processadores e placas-mães são importadas e combinadas por aqui. Isso vale para diversos dispositivos como TVs, celulares, consoles (como foi na época do Xbox One, o último console da Microsoft “fabricado” por aqui) e até carros.
Além disso, o presidente do Fiorde Group (via Adrenaline), Mauro Lourenço Dias, argumentou que empresas nacionais usam equipamentos datados e que geralmente não conseguem atender demandas internas. Confira:
“O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada.”
Situação já vem de outro aumento de taxas
Logo no início de seu mandato, o presidente Lula (PT) introduziu a “taxa das blusinhas” (o Remessa Conforme), que taxou diversos produtos oriundos de sites como o AliExpress e Shein. O resultado logo veio. Pessoas de baixa renda que dependiam desses sites para conseguir novos produtos tiveram que parar de comprar, enquanto a principal distribuidora desses produtos, o Correios, está enfrentando uma grave crise.
Mas nem tudo está perdido
Entretanto, o partido Novo já protocolou um pedido na Câmara dos Deputados para barrar a nova taxação. Infelizmente, precisaremos esperar mais alguns dias para ver se a medida será aprovada.
Até lá, será válido o preço de estoques antigos, ou seja, que não receberam a taxação extra. Após o estoque antigo acabar, novos produtos passarão a ter um preço maior, então é bom você correr para aproveitar e comprar agora mesmo!
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