A política tarifária dos Estados Unidos voltou a pressionar as gigantes de tecnologia, mas um novo relatório do Financial Times aponta que pode haver algum alívio no horizonte. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o governo norte-americano estaria permitindo que a TSMC conceda isenções específicas dentro do novo regime de tarifas, em meio ao impacto crescente nos custos de produção de empresas como Microsoft, Amazon e Google.
Nos últimos anos, as tarifas passaram a funcionar como um imposto adicional sobre cadeias globais de suprimento. Mesmo quando um produto não é tarifado diretamente, ele pode ficar mais caro porque seus componentes ou etapas de fabricação foram afetados. No caso da Microsoft, isso pressiona o preço de PCs com Windows, dispositivos Surface e consoles Xbox. O Xbox Series X|S, que depende da TSMC para a fabricação de seu chip, já sofreu reajustes recentemente em meio a esse cenário.
Apesar disso, o maior ponto de tensão hoje não está nos consoles, mas na infraestrutura de inteligência artificial. A corrida por data centers voltados para IA elevou drasticamente os investimentos das chamadas hyperscalers. Construir capacidade computacional para treinar e operar modelos avançados exige enormes quantidades de chips especializados, o que tem preocupado investidores e impactado o valor de mercado dessas empresas.

A demanda por semicondutores está subindo fortemente por causa da IA, e o efeito não se limita às memórias RAM, que já registram alta. O encarecimento atinge processadores, GPUs, chips personalizados e outros componentes críticos. A pressão sobre a cadeia produtiva é ampla, o que acaba afetando desde servidores de data center até dispositivos de consumo.
Uma boa notícia para a Microsoft!
Nesse contexto, a TSMC ocupa posição estratégica. A fabricante taiwanesa produz não apenas chips para Xbox e soluções baseadas em AMD, mas também os semicondutores personalizados da Microsoft para data centers. A empresa já prometeu investir US$ 165 bilhões na expansão da produção nos Estados Unidos, e as possíveis isenções tarifárias estariam ligadas a esse compromisso de manufatura local.
A Microsoft, por sua vez, vem apostando cada vez mais em silício próprio para reduzir dependência externa e otimizar custos no longo prazo. Após apresentar o Maia 100, a companhia também lançou o Maia 200, novo chip voltado para cargas de trabalho de inteligência artificial no Azure. A estratégia é ganhar eficiência e manter competitividade em um mercado que se tornou central para o futuro da empresa.
Se as exceções tarifárias se confirmarem, o impacto pode ir além dos investidores e chegar ao consumidor final. Com custos menores na fabricação de chips, a pressão sobre preços de consoles e outros dispositivos pode diminuir. Ainda não há confirmação oficial, mas o movimento sugere que há reconhecimento de que a escalada de tarifas e a explosão da demanda por IA estão afetando toda a cadeia tecnológica.
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