Em uma entrevista recente à Fortune Magazine, a presidente do Xbox, Sarah Bond, falou sobre os rumos da marca, o comportamento dos jogadores e as prioridades de negócio da Microsoft em um momento de grandes mudanças para a indústria. A conversa, conduzida por Katharine Gemmell, abordou desde liderança e estratégia até o impacto de recursos como o Xbox Play Anywhere e as pressões em torno da rentabilidade da divisão.
Xbox Play Anywhere mostra resultados concretos
Um dos pontos mais destacados por Bond foi o desempenho do Xbox Play Anywhere (XPA), recurso que permite comprar um jogo uma vez e jogá-lo tanto no console quanto no PC, mantendo progresso e conquistas sincronizados.
Segundo ela, os dados internos mostraram que jogadores que utilizam o XPA passam cerca de 20% mais tempo jogando em comparação com quem não usa o recurso. Esse comportamento foi determinante para que a Microsoft ampliasse os investimentos na iniciativa.
“A gente escuta muito atentamente nossos jogadores, em todos os canais, e cruza isso com a forma como eles realmente se comportam. Quando olhamos para o comportamento de quem jogava títulos com Xbox Play Anywhere, vimos que essas pessoas jogavam cerca de 20% mais tempo”, explicou Bond.
“Então pensamos: ok, as pessoas realmente amam esse recurso. Elas gastam mais em jogos ou são mais propensas a jogar títulos que têm essa funcionalidade porque sabem que podem levá-los entre dispositivos. A partir disso, começamos a investir mais no XPA, ampliando o catálogo e trazendo mais opções.”
Para a executiva, esse tipo de análise é central na forma como a Xbox define onde apostar, conectando diretamente comportamento real do público com decisões estratégicas.

A polêmica da margem de lucro de 30%
Outro tema inevitável na entrevista foi a informação, amplamente discutida nos últimos meses, de que a Microsoft teria estabelecido uma meta agressiva de margem de lucro de 30% para a Xbox — um patamar bem acima do padrão da indústria de games.
A entrevistadora não evitou o assunto e foi direta ao questionar:
“A Microsoft recentemente estabeleceu metas ambiciosas de margem de lucro de 30% para a Xbox, bem acima da média do setor. Como isso influencia os investimentos e as decisões criativas? Algo mudou nesse sentido?”
Bond, por sua vez, não confirmou nem negou esse número. Em vez disso, ela optou por enquadrar a resposta em termos mais amplos, falando de equilíbrio entre crescimento, saúde financeira e as demandas de jogadores e desenvolvedores.
“Estamos sempre ajustando nossos investimentos com base no que está acontecendo na indústria em termos macroeconômicos, no que os jogadores estão pedindo e no que os desenvolvedores estão pedindo. Nosso foco é oferecer um conjunto completo de experiências em tudo isso”, afirmou.
“É um ciclo contínuo em que garantimos que estamos construindo um negócio lucrativo e saudável, mas também impulsionando o crescimento de jogadores, de desenvolvedores e o engajamento em todo o ecossistema.”

Um Xbox mais flexível e guiada por dados
No geral, a fala de Sarah Bond reforça uma visão do Xbox cada vez mais orientada por dados de comportamento real, em vez de decisões puramente teóricas. Recursos como o Xbox Play Anywhere ganham força justamente por mostrarem, na prática, aumento de engajamento e retenção.
Ao mesmo tempo, a executiva deixa claro que a empresa caminha sobre uma linha delicada: crescer a base de jogadores, manter desenvolvedores interessados e, ao mesmo tempo, responder à pressão por resultados financeiros mais robustos.
Sem confirmar metas específicas, Bond sinaliza que a estratégia da Xbox continuará sendo ajustada conforme o mercado muda — seja com mais foco em console, PC, nuvem ou experiências híbridas que conectem tudo isso em um único ecossistema.
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