Depois da divulgação do relatório financeiro do segundo trimestre do ano fiscal de 2026, a Microsoft realizou uma conferência com investidores para comentar os resultados — e foi aí que a empresa deixou ainda mais claro o cenário do Xbox no período.
A diretora financeira Amy Hood reconheceu que a receita de conteúdo e serviços do Xbox (categoria que engloba vendas de jogos, assinaturas e microtransações) ficou abaixo do esperado, mesmo com o setor de games ainda sendo uma parte estratégica para a companhia.
Segundo Hood, o desempenho inferior às expectativas não indica necessariamente um enfraquecimento da marca, mas sim um comparativo difícil com o mesmo período do ano anterior, que teria sido impulsionado por um calendário forte de jogos próprios.
“Na divisão de jogos, a receita caiu 9% em moeda constante. A receita de conteúdo e serviços do Xbox caiu 5% em moeda constante e ficou abaixo das expectativas, impulsionada por conteúdo próprio, com impacto em toda a plataforma.”
Na prática, a fala confirma o que já aparecia nos números: mesmo com a base ativa e com lançamentos chegando ao ecossistema, o Xbox sentiu o peso de um ano anterior forte — e isso torna o crescimento mais difícil de repetir.

CEO da Microsoft destaca recordes no PC e no xCloud
Apesar do tom mais “pé no chão” da diretora financeira, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, adotou uma postura mais otimista ao falar sobre a divisão de jogos, destacando que o Xbox vem ganhando força especialmente fora do console.
De acordo com Nadella, o Xbox registrou recorde de jogadores no PC e também um recorde em horas pagas de streaming no Xbox Cloud Gaming, mostrando que o foco da empresa em expandir o ecossistema além do hardware está gerando resultados concretos.
“Na divisão de jogos, estamos comprometidos em entregar grandes jogos no Xbox, no PC, na nuvem e em qualquer outro dispositivo, e vimos recorde de jogadores no PC e de horas pagas de streaming no Xbox.”
O comentário se encaixa diretamente no cenário do relatório: enquanto o hardware enfrenta uma queda mais intensa, a Microsoft continua reforçando a ideia de que o futuro do Xbox passa por um modelo mais abrangente — com PC, nuvem e multiplataforma como pilares principais.

O que isso indica para o futuro do Xbox
O mais interessante nessa atualização é o contraste entre os dois discursos. Enquanto Amy Hood aponta que o desempenho financeiro do conteúdo e serviços não atingiu a meta interna, Nadella mostra que o Xbox ainda está crescendo em áreas estratégicas e alinhadas ao novo plano da empresa.
Ou seja: a Microsoft está, ao mesmo tempo, lidando com um trimestre abaixo do que esperava e comemorando indicadores importantes de expansão do ecossistema.
E isso ajuda a explicar por que, mesmo com a queda mais forte em hardware e com um trimestre considerado fraco em crescimento, a companhia segue apostando em um Xbox cada vez mais ligado ao Windows, à nuvem e a uma experiência que vai além do console tradicional.
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