A Ubisoft anunciou uma ampla reestruturação interna que marca o início de uma “nova era” para a empresa. O plano prevê a divisão do grupo em cinco grandes núcleos criativos, cada um com uma especialidade própria, focados principalmente no desenvolvimento de jogos de ação e aventura em mundo aberto.
A mudança, porém, vem acompanhada de medidas duras. A companhia confirmou que o processo inclui demissões, fechamento de estúdios, cancelamento de projetos e adiamentos de jogos em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a Ubisoft pretende acelerar seus investimentos em IA generativa, uma tecnologia que vem gerando debates intensos na indústria nos últimos meses.
Segundo a empresa, a nova estrutura deve torná-la mais ágil, mais focada nos jogadores e com um tamanho “adequado” para os desafios atuais do mercado. Esse reposicionamento já está em curso e inclui uma aposta mais agressiva no uso de IA generativa dentro dos seus processos criativos e de produção.

A Ubisoft irá com tudo na IA
“O novo modelo de operação vai dar maior força à estratégia de execução do Grupo, centrada em Aventuras em Mundo Aberto e experiências GaaS nativas, apoiadas por investimentos objetivos, maior especialização e tecnologia de topo, incluindo investimentos acelerados em IA generativa direcionada para o jogador”, escreveu a Ubisoft em comunicado oficial.
Embora a empresa não tenha detalhado exatamente como pretende aplicar essa tecnologia em seus próximos projetos, a Ubisoft já utiliza inteligência artificial para gerar falas de personagens secundários em alguns de seus jogos. A prática, até aqui pouco divulgada, indica que a companhia vê a IA não apenas como uma ferramenta futura, mas como algo já integrado ao seu pipeline de desenvolvimento.
Em teoria, há várias aplicações possíveis para a tecnologia em jogos de mundo aberto, como NPCs com diálogos dinâmicos que respondem ao contexto da situação do jogador, missões adaptativas ou interações mais naturais com o ambiente. Ainda assim, a Ubisoft evitou especificar quais desses usos estão no centro de seus “investimentos acelerados” em IA generativa.
A estratégia faz parte de um esforço mais amplo para reposicionar a empresa após um período de resultados abaixo do esperado, adiamentos sucessivos e cancelamentos de projetos de alto perfil. Resta saber até que ponto a IA será usada como apoio criativo ou como substituta de funções tradicionalmente humanas — um ponto sensível em meio às demissões e à crescente preocupação com o impacto da automação na indústria de games.
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