A NVIDIA pode estar prestes a dar seu passo mais ambicioso no mercado de notebooks com Windows on Arm. Segundo fontes próximas ao DigiTimes, os aguardados chips N1X e N1 finalmente têm uma janela de lançamento mais concreta — e ela começa já no primeiro trimestre deste ano.
De acordo com o novo roadmap, o N1X será o primeiro a estrear, marcando o debut da plataforma Windows on Arm da NVIDIA. Já o modelo N1 “regular” ficaria para o segundo trimestre de 2026. Inicialmente, ambos eram esperados apenas para a CES 2026, o que torna esse cronograma uma antecipação relevante.
Se confirmada, essa movimentação coloca a NVIDIA diretamente na disputa com soluções como os Snapdragon X2 Elite e X2 Plus, da Qualcomm, que hoje lideram o ecossistema Windows on Arm em termos de desempenho e eficiência energética.
Um “superchip” como base
O projeto dos N1 e N1X teria como ponto de partida o GB10 Superchip, o mesmo design que equipa o DGX Spark. No lado da CPU, o chip traz 20 núcleos Arm v9.2, organizados em dois clusters de dez núcleos. Cada cluster conta com 16 MB de cache L3 compartilhado (32 MB no total), enquanto cada núcleo possui seu próprio cache L2.
A controladora de memória chama atenção: trata-se de um subsistema unificado LPDDR5X-9400 em um barramento de 256 bits, com suporte teórico a até 128 GB de RAM e largura de banda de aproximadamente 301 GB/s. Ainda não está claro, porém, se essa capacidade máxima chegará aos notebooks de consumo.
O pacote completo teria um TDP em torno de 140 W, número elevado para padrões de laptops, e incluiria suporte a PCIe 5.0, permitindo SSDs NVMe de altíssima velocidade. No lado gráfico, a variante N1X é apontada como portadora de nada menos que 6.144 núcleos CUDA — um indicativo de que a NVIDIA quer levar desempenho gráfico de classe alta para o mundo Arm.

Um plano de longo prazo
Além do N1 e do N1X, o DigiTimes também revelou que a NVIDIA já trabalha em uma geração sucessora, batizada de N2. Essa nova série estaria prevista para o terceiro trimestre de 2027, apenas um ano após a chegada da linha N1, sugerindo que a empresa já tem uma cadência agressiva de atualizações planejada.
A expectativa é que o N2 surja primeiro como um substituto do SoC GB10, antes de migrar para notebooks de consumo. Isso reforça a ideia de que a NVIDIA não está tratando os N1 como um experimento isolado, mas como o início de uma família completa de chips Arm para PCs.
O que isso significa para o mercado
Se a NVIDIA cumprir esse cronograma, o ecossistema Windows on Arm pode ganhar um novo peso pesado, com potencial para elevar o patamar de desempenho — especialmente em gráficos e workloads acelerados por GPU. Ao mesmo tempo, o alto TDP e a complexidade do design levantam dúvidas sobre autonomia de bateria e custos finais para o consumidor.
Ainda assim, depois de anos de rumores, a chegada dos N1 e N1X pode finalmente materializar a entrada definitiva da NVIDIA no segmento de notebooks Arm, colocando pressão adicional sobre Qualcomm e até sobre soluções x86 tradicionais.
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