Clockwork Revolution está sendo tratado internamente como o projeto mais ambicioso da história da inXile Entertainment. Em entrevista ao GamesRadar+, o chefe do estúdio, Brian Fargo, afirmou que o RPG steampunk é “provavelmente dez vezes mais ambicioso” do que qualquer outro jogo que a equipe já tenha feito, incluindo Wasteland 3.
Em desenvolvimento há cerca de seis anos, o jogo marca a estreia da inXile em um RPG AAA em primeira pessoa e também o primeiro grande lançamento totalmente produzido sob o selo do Xbox Game Studios, após a aquisição do estúdio em 2018. Segundo Fargo, a ideia é levar o nível de reatividade dos RPGs isométricos da casa para uma experiência em primeira pessoa, algo que ele define como um enorme desafio técnico e criativo.
A história se passa em Avalon, uma metrópole steampunk moldada por escolhas que reverberam através do tempo. O jogador controla Morgan Vanette, um personagem totalmente personalizável que descobre como manipular o tempo. A partir disso, cada viagem ao passado pode alterar a cidade, seus habitantes e até linhas narrativas inteiras, tanto em pequena quanto em grande escala.
Fargo reconhece que comparações com jogos como Dishonored e Prince of Persia: The Sands of Time são inevitáveis, especialmente por conta da estética steampunk e das mecânicas temporais. Ele confirma, inclusive, que um dos principais artistas de Dishonored foi contratado e que veteranos de Arcanum também fazem parte da equipe. Ainda assim, o objetivo é que Clockwork Revolution tenha identidade própria e estabeleça sua própria visão sobre viagens no tempo e escolhas narrativas.

Reatividade é a peça central do Clockwork Revolution
A reatividade é o pilar central do projeto. De acordo com Fargo, o mundo vai responder constantemente às decisões do jogador, desde grandes atos heroicos até pequenas atitudes questionáveis. A moralidade será tratada de forma aberta: será possível jogar como alguém bondoso, cruel ou algo entre os dois extremos, e o jogo reagirá a isso de forma consistente. Para ele, permitir que o jogador seja realmente “mau” é essencial para que a escolha de ser “bom” tenha significado.
Outro ponto de destaque é a profundidade dos sistemas de progressão. Armas, gadgets e habilidades poderão ser modificados de inúmeras formas. Uma vez encontrada, uma arma acompanha o jogador até o fim do jogo, evoluindo conforme novas modificações são aplicadas. Fargo afirma que a complexidade é proposital e que o estúdio espera ver jogadores debatendo builds, estratégias e combinações online.
A inXile também revelou que está criando cerca de 30% a mais de conteúdo do que qualquer jogador conseguirá ver em uma única campanha. A ideia é incentivar múltiplas jogadas, com abordagens diferentes para a história, o combate e as interações com o mundo.
Clockwork Revolution ainda não tem janela de lançamento definida, mas a promessa é de um RPG profundo, altamente reativo e com um nível de liberdade pouco comum no gênero. Para a inXile, trata-se não só do maior projeto do estúdio até hoje, mas também de uma tentativa clara de redefinir como escolhas e consequências funcionam em um RPG em primeira pessoa.
Aproveite para conferir a nossa Lojinha Virtual, com dicas de TVs, Controles, Headsets, e produtos para você deixar seu cantinho Gamer do jeito que quiser. Porém
















