A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) anunciou hoje (20) que vai recorrer da decisão judicial que favoreceu a Meta no processo antitruste movido contra a empresa. O recurso será analisado pela Corte de Apelações do Distrito de Columbia e reabre um dos casos mais emblemáticos envolvendo o poder das big techs no mercado de redes sociais.
A ação original, julgada em novembro de 2025, havia sido decidida a favor da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Na ocasião, o tribunal distrital de Washington entendeu que a FTC não conseguiu comprovar, de forma suficiente, que a empresa mantinha um monopólio ilegal no segmento de redes sociais pessoais.
Agora, a agência reguladora tenta reverter esse resultado. Segundo a FTC, as evidências apresentadas ao longo do julgamento mostram que, por mais de uma década, a Meta teria sustentado sua posição dominante por meio de práticas anticompetitivas — principalmente ao adquirir concorrentes que representavam ameaças reais ao seu negócio, como Instagram e WhatsApp.
Em comunicado oficial, o diretor do Bureau of Competition da FTC, Daniel Guarnera, reforçou a posição da agência. Ele afirmou que a economia dos Estados Unidos depende de um ambiente competitivo saudável e acusou a Meta de consolidar sua liderança não por mérito, mas ao comprar seus principais rivais. “A FTC continuará lutando neste caso histórico para garantir que a concorrência possa prosperar em todo o país, em benefício dos consumidores e das empresas americanas”, disse Guarnera.

Relembre o caso
O processo contra a Meta foi aberto ainda durante a década passada, quando reguladores passaram a questionar as aquisições do Instagram (em 2012) e do WhatsApp (em 2014). Na época, as compras foram aprovadas, mas anos depois a FTC passou a argumentar que essas operações eliminaram concorrentes em potencial e ajudaram a empresa a consolidar um monopólio no mercado de redes sociais pessoais.
A decisão de recorrer mostra que o governo dos EUA ainda não desistiu de enfrentar a Meta nos tribunais, em um momento em que cresce a pressão sobre grandes empresas de tecnologia por práticas anticompetitivas.
O paralelo com a Activision Blizzard
O movimento da FTC contra a Meta acontece em um contexto mais amplo de endurecimento da postura do órgão regulador contra aquisições bilionárias no setor de tecnologia e entretenimento digital. Um dos exemplos mais recentes foi a tentativa de barrar a compra da Activision Blizzard pela Microsoft, uma das maiores transações da história da indústria de games.
Naquele caso, a FTC alegava que a aquisição poderia prejudicar a concorrência no mercado de consoles, serviços de assinatura e jogos em nuvem. Apesar disso, a Justiça acabou permitindo o fechamento do negócio em 2023, depois que a agência falhou em convencer os tribunais de que a fusão causaria danos irreparáveis ao mercado.
Assim como no caso da Meta, a derrota da FTC na disputa envolvendo a Activision Blizzard levantou questionamentos sobre a dificuldade do órgão em sustentar juridicamente suas ações antitruste contra gigantes da tecnologia.

O que vem pela frente
Se a apelação contra a Meta prosperar, o caso pode ganhar novo fôlego e até abrir caminho para medidas mais duras, como a reversão das aquisições do Instagram e do WhatsApp. Ao mesmo tempo, a insistência da FTC em recorrer dessas derrotas judiciais sinaliza que a agência não pretende suavizar sua ofensiva contra grandes corporações.
Por enquanto, a Meta mantém a vitória obtida em 2025, mas o desfecho definitivo da disputa está longe de ser encerrado — e pode ter implicações importantes para futuras aquisições no setor, inclusive em áreas como games, streaming e redes sociais.
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