E o mês de setembro chega sempre trazendo as novidades do mundo da bola virtual… tá, a gente está chegando um pouco atrasado, sabemos e já pedimos desculpas, mas como nunca deixamos vocês desinformados vamos falar a respeito e analisar a versão deste ano do game de futebol mais jogado nesse planeta. Análise: EA Sports FIFA 18

A aventura começa com uma introdução pra lá de animadora, mostrando o derby de Madrid em uma bem convincente transmissão do campeonato Espanhol, gráficos lindos, áudio soberbo, mas nada de jogar… a gente só assiste até que Cristiano Ronaldo sofre uma falta daquelas e a gente fica responsável pela cobrança da falta e toma as rédeas do jogo… sejam bem-vindos à FIFA 18!

Para este ano são poucas as mudanças na questão gráficos, a EA vêm fazendo um bom arroz com feijão com a Frostbite, trazendo novidades no comportamento da torcida e também em como eles reagem durante os jogos.

O restante continua belo e evoluindo de forma consistente, com um leve destaque para as melhorias na física, tanto dos jogadores, quanto da bola. Isso muda bastante a jogabilidade, deixando o jogo mais cadenciado e as disputas mais reais, com isso até os cruzamentos que eram um inferno deram uma boa melhorada por conta da mudança trazida pela EA, lógico que isso vai depender do jogador que estiver fazendo esse cruzamento.

Análise: EA Sports FIFA 18
Griezman!

E já que tocamos no assunto jogabilidade, este ano, como dissemos acima houve uma diminuição do ritmo se compararmos ao que estávamos acostumados a ver em versões anteriores, mas calma jovens peladeiros, a velocidade do jogo continua bastante satisfatória, você não vai achar que os jogadores viraram tartarugas esportistas.

Na verdade a minha sensação ao jogar é de que agora nós temos até mais controle sobre o que está acontecendo, conseguindo pensar e estruturar melhor as jogadas do time, deixando de lado aquela correria que acontecia até o ano passado.

Com isso acontecendo os jogadores estão se posicionando de maneira mais inteligente ocupando melhor os espaços pelo campo. Um fator de descontentamento na jogabilidade fica por conta do fato da trave ter ‘crescido’ nesse ano. Foram vários os jogos em que se chutar na trave valesse gol eu teria feito mais gols que o Pelé.

Análise: EA Sports FIFA 18
Só nego fraco…

Um último detalhe na jogabilidade que vale muito a pena falar é sobre as trocas rápidas durante os jogos, as propostas são automáticas, aparecendo como uma sugestão sempre que algum dos seus jogadores têm alguma contusão ou começam a apresentar algum sinal de cansaço.

A ideia é ótima, mas por várias vezes as sugestões não faziam muito sentido, por isso, por mais que em alguns momentos seja difícil ter que parar o jogo, vale mais a pena você entrar no menu e verificar como o seu time e quais são as trocas necessárias, além de poder dar aquele ‘tapa’ na tática.

Deixando de lado as apresentações e aspectos técnicos, FIFA continua trazendo inúmeros modos de jogo. O modo ‘A Jornada’, que foi apresentado na versão anterior está de volta, com algumas melhorias. contando como está a vida do jovem Alex Hunter em seu segundo ano como profissional da bola, depois do sucesso alcançado na Premier League.

A estória começa com uma pequena passagem de férias pelo Brasil e com um jogo a lá FIFA Street. Hunter começa a sentir a pressão por se tornar um jogador conhecido e têm que aprender a lidar com isso e outros problemas presentes na carreira de um jogador de futebol.

O funcionamento não mudou e você continua tendo que cumprir objetivos pré determinados em treinos e jogos para poder continuar evoluindo, com isso agora temos um ‘por quê’ para o número de seguidores e também para os valores ganhos por Alex. Você agora pode comprar vários itens para deixar o seu Alex Hunter extremamente único! É uma baita firula e não muda nada além do aspecto visual, mas já é alguma coisa.

Análise: EA Sports FIFA 18
Aquele papo com seu pai.

Fica claro que o modo ‘A Jornada’ está ali para dar um pouco mais de sobre vida para uma franquia que é anual, mas se o modo não é um primor, cumpre o seu papel com certa honestidade e vai fazer você se divertir por algumas horas, o único estranhamento fica por conta da terrível ideia de incorporar a dublagem dos personagens mas não fazer isso com os personagens chave. Isso faz com que se perca a imersão, além de que ficou uma bosta…

Mas vamos deixar o Alex Hunter treinando e vamos falar sobre a jóia da coroa, o modo FUT continua cada vez se tornando o carro chefe da franquia, já não de hoje que a Electronic Arts descobriu que o modo é uma máquina de fazer dinheiro, tanto com jogadores casuais e com os pro players.

Aqui não temos novidades e quem já conhece a franquia, sabe como FUT funciona; você precisa desenvolver o plantel utilizando um sistema de cartas que simboliza os jogadores reais, tanto os que ainda estão em atividades e reclamando das suas notas, como as estrelas que já deixaram os gramados e vêm fazer aquela graninha extra deixando seus avatares correr pelos gramados virtuais.

Acho que a grande mudança neste ano em FUT é que as cartas mais desejadas deste mundão de meu Deus deixaram de ser exclusivas dos consoles da Microsoft e irão aparecer em todas as plataformas em que o modo de jogo estiver disponíveis. Os jogadores chamados de ‘ícones’ são aquelas cartas mais fodas dentro do jogo e na versão 18 estão divididas em três fases.

Análise: EA Sports FIFA 18

Fenômeno em suas três fases!

Você poderá conseguir as cartas deles em três fases da sua carreiras, trazendo as suas características principais em cada uma dessas fases. Então, se você curte FUT, esteja preparado para sair caçando, “Maradonas”, “Pelés”, “Ronaldos” e outros ícones do nosso futebol, mas saiba que essa tarefa não será nada fácil!

O Pro Clubs cresce! Abre o olho, EA! Claro que não podemos comparar com o sucesso do FUT, mas o modo Pro Clubs tem uma legião de fãs que não para de crescer, principalmente em solo brasileiro.

Sites já organizam campeonatos do modo há alguns anos e, recentemente, começaram a fazer premiações aos campeões desses certames. É um modo de jogo característico dos e-Sports e que, se a EA souber como trabalha-lo e der mais atenção, poderá ser um marco na história dos games, assim como FUT já se tornou.

Para você, jovem peladeiro que não está familiarizado, o Pro Clubs é um modo onde cada um é um jogador dentro dos 11 que vão a campo. Sendo assim, cada jogo pode ter até 22 jogadores simultâneos – olha a bagunça!.

Tudo o que você precisa fazer é montar o seu jogador, com as características físicas que mais lhe agradam, e achar uma equipe para jogar. Ou, claro, atuar nas partidas improvisadas.

A montagem do jogador, ou do “Pro”, é essencial para o seu sucesso no jogo, por isso, atenção! Jogadores altos e fortes tendem a ser mais lentos, o que pode ajudar no jogo de corpo, característico do FIFA desde que a engine Frostbite passou a ser utilizada no lugar da Ignite.

Jogadores mais baixos e magros serão úteis para equipes e pessoas que gostam de velocidade e jogo rápido. Aqui, caso você jogue em uma equipe, faça o jogador respeitando as características de jogo do time e, claro, como você gosta de jogar. Parece preleção de técnico, mas é bem isso mesmo.

Análise: EA Sports FIFA 18
Agora você pode criar jogadores com estilos diferentes

Agora os jogadores podem montar até três estilos de jogador diferentes. No meu caso, tenho um volante, um zagueiro e um lateral; posições onde costumo atuar. Isso foi uma boa sacada da EA, já que em edições anteriores a gente perdia um tempo precioso mexendo no jogador.

Outra coisa que melhorou – e muito – foi a árvore de loot. Aqui, você colocará as habilidades em que o seu jogador terá mais eficiência. Escolha cuidadosamente, pois fará toda a diferença no jogo. Não adianta gastar todos os pontos na finalização se você for um zagueiro, por exemplo.

Análise: EA Sports FIFA 18
Sistema de gerenciamento

No lobby do time, outra melhora; agora o capitão pode produzir até dois uniformes caso não queira usar algum de algum clube ou seleção. Também é possível escolher os batedores de falta e escanteio, o que, muitas vezes, pode fazer com que a equipe ganhe um tempo absurdo.

O modo Pro Clubs, como citei acima, cresce a cada ano e ainda carece de um pouco mais de atenção e carinho por parte do time de Vancouver. No entanto, em FIFA 18, está clara a sua evolução.

Voltando em assuntos mais gerais temos a continuidade das narrações a cargo de Thiago Leifert e Caio Ribeiro e por mais que novos diálogos tenham sido inseridos em pouco tempo você já começa a escutar comentários repetidos ou fora de contexto.

Análise: EA Sports FIFA 18
SIIIIM!!

Outro ponto que merece destaque e que me assim como no ano passado me deixou bem frustrado é da falta de profundidade com o nosso futebol. Sabemos que é muito por conta da zona que é conseguir fechar os contratos com os nossos times, de qualquer forma isso é muito chato.

Em FIFA 18 a Electronic Arts preferiu não mexer em time que está ganhando e decidiu não fez mudanças muito bruscas, só deu um tapa aqui e ali. Algumas coisas irão agradar, outras nem tanto, mas no geral é um jogo que entrega o que promete.

A série não nos apresenta algo fora da caixinha, mas com certeza os fãs das peladas virtuais irão perder horas e mais horas, reclamarão bastante, mas irão se divertir durante um bom tempo.

FIFA 18 já está disponível na Microsoft Store por R$209,00, na PlayStation Store por R$229,90 e no Origin por R$209,90.

Destiny 2 foi analisado em nosso Xbox One e contou com o apoio dos nossos amigos da Elite Games. Se você ainda não tem Destiny 2, use o CUPOM exclusivo “UNIVERSOXPERIENCE5” e tenha 5% de desconto.

Para adquirir sua versão para Xbox One clique aqui, e para Playstation 4 aqui.

Análise: EA Sports FIFA 18

REVER GERAL
Gráficos
9
Jogabilidade
9
Multiplayer
8
Som
8.5
Publicitário natural de Santo André, possui mais de 12 anos de experiência em agências e produtoras digitais. Ama games e action figures, além é claro de sua esposa e filho! Gamertag: aptsen