À base de apelões, o mais acessível dos jogos de luta está de volta aos consoles.

Exclusivo dos arcades (e dos orientais) desde 2015, Tekken 7 chegou aos consoles com uma fórmula já consagrada. Antes de falar um pouco mais do game em si, aviso que Tekken 7 é o melhor game da série desde Tekken 3 (1996). Traço este paralelo justamente por considerar que, apesar de mais polido e totalmente revigorado, Tekken 7 lembra – e muito- seu antecessor da década de 90. analise tekken 7

Considero a franquia a mais acessível dentre os games de luta de maior sucesso. Jogar Tekken é muito mais fácil, no meu modo de ver, do que Street Fighter, The King of Fighters, Smash Bros, Killer Instinct e, claro, Mortal Kombat; e essa acessibilidade que o torna divertido. Evidente que, quem dominar os combos e nuances dos combates de Tekken será quase imbatível em uma jogatina casual, mas, se sua ideia for reunir a galera e tirar um ‘contra’, Tekken será quase que imune aos populares apelões. O Universo analisou o jogo e o resultado da experiência você confere agora.

Modo História ou Casos de Família?

O modo ‘história’ nos jogos de luta tem sido um pedido muito recorrente. Desde Mortal Kombat 9, a Netherhealm Studios tem adotado isso com seus games, casos de Injustice: Gods Among Us, Mortal Kombat X e Injustice 2. Com bons personagens e um enredo já conhecido, a Bandai fez o mesmo com Tekken 7 e trouxe o Modo História.

O italiano "Claudio" foi o meu personagem favorito. Sem bairrismo, que fique claro.
O italiano “Claudio” foi o meu personagem favorito. Sem bairrismo, que fique claro.

Durante aproximadamente 4 horas (3 se não for derrotado nenhuma vez), você vive os conflitos da família Mishima, quase sempre na pele de Heihachi. As cut scenes são bem trabalhadas e, durante os combates principais os diálogos entre os lutadores dão uma quebra de ritmo interessante. O que me incomodou um pouco, de fato, foi a ausência de outros personagens na trama, embora eles tenham ganhado capítulos a parte dos 14 da campanha principal. A forma como as passagens são amarradas é um pouco insossa: um jornalista fica narrando tudo. No começo achei bacaninha, mas logo virou um porre.

A maneira como Akuma é inserido em todo o contexto de Tekken é o ponto alto deste modo. Vale a pena jogar só por isso, além, é claro, de introduzir um pouco do que é o jogo para os novatos.

Personagens e combate

Sempre achei os personagens de Tekken os mais carismáticos dentre todos os jogos de luta. Quem aqui nunca passou horas em frente às máquinas de Tekken 3 jogando com Eddy? Bem, ele está aqui e, junto dele mais 35 personagens, sendo Shaheen, Claudio Serafino, Lucky Chloe, Josie Rizal, Jack 7 e a brasileira Katarina Alves as novidades. Uma coisa meio bizarra, mas que te aproxima dos personagens e os deixam ainda mais carismáticos é que, em todas as cenas e introduções, eles falam seus idiomas nativos. É meio estranho ver, em um mesmo diálogo, cada um falando em uma língua e entendendo o outro perfeitamente. Mas, ó: funciona bem.

Akuma, em uma das 'cut scenes'
Akuma, em uma das ‘cut scenes’

Sobre o combate, conforme falei no começo da análise, Tekken 7 é um jogo extremamente acessível. Além de ser relativamente tranquilo de se dominar, é muito equilibrado. Isso é evidenciado ao escolher Akuma, um dos poucos personagens do game que possui “poderes”. Não é tão simples bater os oponentes só lançando hadoukens. Isso também vale para os outros lutadores. Claro, alguns são mais simples, como a própria Katarina e Eddy, mas não se diferem muito dos demais. O Rage Art, uma espécie de especial que chega a tirar 30% do sangue do oponente, pode ser realizado ao pressionar apenas um botão e, com certeza, pode protagonizar viradas homéricas em uma luta.

No mais, os combos e comandos estão idênticos aos de outros games da franquia, só que tudo muito mais polido e preciso. Em suma, é fácil jogar Tekken 7.

Gráficos e Customização

Eu joguei Tekken 7 com o meu Xbox One S. O modo HDR do console corrige algumas imperfeições da versão que foi feita para o console da Microsoft, mas não dá pra negar que a Bandai pisou na bola com o pessoal do lado verde da força – e com o azul também. O game roda liso a 60 fps, é verdade, mas a 720p. E antes que os haters da plataforma comecem a azucrinar os amiguinhos, não é questão de poderio do aparelho, uma vez que o PS4 faz menos de 900p em Tekken 7. Ele foi mal portado para os consoles. Fato. A Bandai já garantiu que o jogo vai rodar a 4K nativos no Xbox One X e ele faz um desempenho bem interessante no PS4 Pro, mas, como a maioria da galera possui as versões tradicionais dos consoles, é de se lamentar que um jogo desse porte rode com esses problemas. Nada, porém, que atrapalhe o divertimento.

E por falar em divertimento, uma das coisas mais interessantes desse game é o modo de customização dos personagens e perfil do jogador. É uma infinidade de roupas e acessórios. São tantos itens, que a (des)caracterização pode ser completa. Os mais desavisados podem não reconhecer os personagens, de tanto que dá pra mexer, vestir, despir, acrescentar, pintar, etc. Durante o gameplay, as roupas possuem um movimento natural, não tendo qualquer problema gráfico que eu possa ter notado.

A trilha sonora e os efeitos sonoros do combate são muito bem feitos, pelo menos. O mesmo vale para a sensação de impacto que cada golpe passa. Algo que em outros jogos da série era bem artificial.

Multiplayer

Tekken é um clássico e parte do seu sucesso deve-se, e muito, ao seu multiplayer local, que, em Tekken 7, é mantido e funciona perfeitamente. O mesmo não se pode dizer do online. Ele simplesmente não funciona. Do tempo que joguei, só consegui uma luta com um oponente de conexão estável. As demais, sempre com o filtro de conexão e ranking desligados. Caso você queira um desafio sem lags, vai sofrer e esperar. Pelo menos tem um modo pré-luta em que você pode praticar alguns combos antes de achar alguém pra jogar. Ou seja: sua vida no online de Tekken 7 pode ser uma eterna prática de movimentos.

Conclusão

Tirando os problemas do Online e de resolução, Tekken 7 é diversão garantida. Seu modo de combate simples e fluido pode agradar tanto os jogadores novatos como os veteranos de franquia. É obrigatório para os fãs da série.

Tekken 7 já está disponível no Steam, por R$159,99 e na PlayStation Store e Microsoft Store, por R$250,00.

analise tekken 7

REVER GERAL
Jogabilidade
10
Gráficos
7
Som
9
Multiplayer (Offline)
10
Multiplayer (Online)
1
Publicitário natural de Santo André, possui mais de 12 anos de experiência em agências e produtoras digitais. Ama games e action figures, além é claro de sua esposa e filho! Gamertag: aptsen