Um banho de nostalgia!

Devo dizer que me sinto por demais honrado em fazer esta análise para o Universo. Ser jornalista de games, muitas vezes, é escrever sobre jogos que nós não gostaríamos de jogar. Análise Playtonic’s Yooka-Laylee

Bem, não é o caso com Yooka-Laylee. Acho que, dos lançamentos até o momento, era o jogo que mais me chamava a atenção. Não somente por me lembrar da época áurea dos jogos em estilo plataforma do Nintendo 64, mas também porque os títulos de hoje são um tanto quanto pesados, nos sugam uma energia imensa, tamanha a necessidade atingir certos padrões técnicos e de realidade.

Com Yooka-Layle voltei no tempo. Com este game, a Playtonic trouxe exatamente o que eu e alguns contemporâneos queríamos, mas também trouxe os momentos em que mais odiávamos em certos jogos do estilo.

A história é bem simples e se insere bem no conceito de evolução do jogo. Não vou dar spoilers. Ao resgatar as “Pagies”, você tem a possibilidade de expandir os mundos de Yooka-Laylee voltando para o castelo de Capital B, o vilão do game, mas também há a liberdade de descobrir as passagens para outras fases sozinho, por meio de puzzles ou locais secretos.

O me incomodou um pouco nessa tal “liberdade” é que ela é meio que obrigatória durante um tempo. Não há um mapa para ser seguido ou a revelação de missões para tornar a aventura mais linear. Você tem que se virar em Yooka-Laylee. Talvez esse seja o motivo de uma campanha de pouco mais de 20 horas – a minha durou 25. A vantagem: desfrutar de visuais encantadores, que te farão lembrar bem as franquias da Rare. Aliás, referências não faltam neste game. É uma delícia.

Boa gama de golpes

Yooka, o lagartinho e Laylee, a morceguinha, possuem uma boa gama de golpes e habilidades que os ajudam a evoluir e a derrotar os inimigos que aparecem. Além de um clichezão “rodar de calda”, a dupla pode soltar fogo, gelo ou pedras de gelo após engolir as plantinhas espalhadas pelas fases, salta de depois descer com tudo ou emitir uma espécie de sonar. Tudo isso pode ser adquirido com um dos personagens auxiliares da história. Ah, também é possível dar alguns “boosts” nas habilidades.

Análise: Playtonic's Yooka-Laylee

Estamos na década de 90?

Como citei brevemente acima, Yooka-Laylee nos traz exatamente o que queremos, mas também coisas que não queremos. Por vezes, controlar a bendita câmera é um saco, mas você acaba se acostumando. Outra coisa que também me trouxe certa irritação foi a falta de dinamismo e de uma orientação básica para o avanço no game.Tá, ok, é mais legal descobrir sozinho e ter aquela sensação de vitória? É. Mas acho que uma adaptaçãozinha viria bem a calhar aqui.

No mais, o desafio é bem interessante. O que quero dizer com isso: chegar em casa após um longo dia de trabalho não é empecilho para ligar seu videogame e passar algumas horas em Yooka-Laylee. Não joguei em uma sentada porque seria até mais difícil. Fiz bem em dosar, coisa que não fiz em Banjo-Kazooie, Banjo-Tooie, Mario 64, entre outros. As trivias, por sinal, estão lá, além de uma boa série de minigames que possuem até modo multiplayer local.

Análise: Playtonic's Yooka-Laylee

Conclusão

Claro que um review meio que acaba sendo uma opinião pessoal, mas, mesmo antes de testar Yooka-Laylee eu já tinha uma enorme vontade de jogá-lo. Sou um fã incondicional de jogos em estilo plataforma e acho que, para quem também gosta do gênero é um prato cheio. Jogabilidade simples, gráficos lindos e personagens carismáticos. Yooka-Laylee vale muito a pena.

Yooka-Laylee está disponível para PC na Steam por R$89,00, para PS4 por R$143,50 na PSN e no Xbox One por R$85,00 na Xbox Live. Essa análise foi possível graças a uma cópia para Xbox One cedida pela Sony Music Games.

Análise Playtonic’s Yooka-Laylee

REVER GERAL
Jogabilidade
8
Gráficos
9
Som
8
Multiplayer
6
Publicitário natural de Santo André, possui mais de 12 anos de experiência em agências e produtoras digitais. Ama games e action figures, além é claro de sua esposa e filho! Gamertag: aptsen