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recore-1920x1080-joule-adams-xbox-one-pc-adventure-hd-1663Recore

é um jogo de ação-aventura desenvolvido pela Comcept e Armature Studio, publicado pela Microsoft Studios para Microsoft Windows e Xbox One. Ao longo de seu desenvolvimento, o jogo foi dirigido por Mark Pacini, escrito por Joseph Staten e produzido por Keiji Inafune.

ReCore começa com a protagonista Joule Adams acordando de uma espécie de sono induzido em planeta chamado de Éden Distante. Joule esperava acordar em um planeta exuberante, capaz de sustentar a vida humana após 200 anos de revitalização. Em vez disso, acaba por se deparar com uma realidade bem diferente. Éden Distante é um grande deserto. Joule e seu fiel companheiro Mack, só enxergam areia por todos os lados, rochas e estruturas metálicas consumidas pela areia. O lugar aparentemente está completamente desolado e sem vida. Aparentemente…

O que aconteceu com o planeta? Joule e seu corebot Mack, seu fiel cão-robô, tentam desvendar esse mistério atravessando o deserto.

História

Apesar de ter uma história intrigante, aos poucos contada através de itens colecionáveis que narram o que poderia ter acontecido com Éden Distante, e ter um sólido e divertido sistema de batalha, ReCore não consegue mostrar a que veio realmente. A jogabilidade é muito boa e todos os comandos são bem intuitivos e muito bem distribuídos no controle. A coisa melhora substancialmente à medida que novos amigos corebots entram para a equipe. Eles que são a cereja do bolo. Cada um deles tem uma habilidade diferente que auxilia Joule durante os combates e durante os momentos de exploração.

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Gráficos

Os gráficos do jogo são bem bonitos com alguns efeitos de sombra e luz muito bons e a ambientação é maravilhosa. Escorrega de vez em quando aqui e ali com problemas de texturas e serrilhados, mas nada que realmente comprometa a experiência. Outro grande ponto positivo é a localização do jogo. A dublagem ficou muito boa.

O combate em ReCore é rápido mas realmente muito divertido, os mais variados tipos inimigos surgem da areia e atacam impiedosamente, exatamente por isso, Joule conta com seu rifle de combate, uma espécie de “dash” para escapar das investidas inimigas e seus fiéis corebots, cada um com suas habilidades específicas, para ajudar na batalha.

Jogabilidade

O rifle de Joule, assim como os inimigos, são baseados em cores. Por exemplo, se um inimigo tiver um “core” vermelho, Joule pode infligir mais dano a ele se seu rifle estiver equipado com a munição característica da mesma cor. Apesar de que, não existirem munições diferentes para cada cor e a munição ser “infinita”, já que a única restrição é um tipo de estado “overheat” da arma, basta esperar alguns segundos e o rifle estará pronto novamente. Também não existem itens de cura para Joule, quando a coisa se complicar basta ficar alguns segundos sem levar dano para que sua barra de vida se regenere. Existem apenas uns itens específicos que, quando encontrados, aumentam a barra de vida de Joule permanentemente.

Alguns inimigos possuem um “escudo” em suas barras de energia, o que faz com que Joule tenha um pouco mais de trabalho para extrair o “core” inimigo. Aliás, o “core” é o grande segredo em ReCore. Joule pode destruir seus inimigos de duas formas, usando seu rifle para acabar com a barra de vida inimiga, fazendo-o explodir em pedaços, ou causar dano suficiente para tentar extrair seu “core”. Essa extração não é apenas um componente estético, uma vez que os “cores” inimigos são de absoluta importância para melhorar as características de ataque, defesa e energia de seus bots auxiliares. Como dito anteriormente, cada “core” é caracterizado por uma cor, portanto os vermelhos liberam energia de ataque, os amarelos a defesa e os azuis a energia. Por isso é importantíssimo extrair os “cores” inimigos sempre que possível.

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A relação de Joule com seus corebots é uma relação de amizade e confiança. Ela pode dar ordens aos seus corebots para atacar os inimigos, chamá-los para perto para poupá-los, trocá-los em pleno combate e ressuscitá-los quando são abatidos. Joule pode escolher 2 corebots para acompanhá-la de cada vez. Além de características ofensivas e de exploração únicas, os simpáticos robôs tem, cada um, características passivas independentes. Por exemplo, alguns corebots são mais fortes contra inimigos específicos enquanto outros não têm a mesma eficiência. Combinar as habilidades dos corebots com as características de Joule são a chave do sucesso nos combates.

Os corebots

Os fiéis companheiros de Joule são:

Mack

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Mack é o inseparável cão-robô de Joule. Elaborado para atuar melhor no quadro K-9, ele é responsável pelo acompanhamento e recuperação de componentes vitais para a manutenção de processadores atmosféricos de Éden Distante.

Habilidade específica: Cavar para procurar itens enterrados.

Habilidade de ataque: Avançar ferozmente sobre os inimigos.

Seth

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Tímido e às vezes medroso, Seth não deixa de ser um bot extremamente capaz. Destaca-se dentro do quadro SP-DR. Corebots do tipo de Seth foram atribuídos a executar tarefas delicadas e de construção. Apesar de sua natureza, Seth pode levantar eficientemente cargas muitas vezes maiores que seu próprio seu próprio peso a longas distâncias.

Habilidade específica: Carregar Joule por trilhos específicos para alcançar lugares inacessíveis para a protagonista.

Habilidade de ataque: dispara projéteis teleguiados.

Duncan

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Um corebot robusto com uma personalidade rude e teimosa, Duncan é bem adequado para o quadro AP-3. Nesta configuração, Duncan foi originalmente elaborado com a tarefa de escavar as fundações da colônia Éden Distante.

Habilidade específica: Duncan destrói obstáculos específicos abrindo caminho e descobrindo lugares escondidos.

Habilidade de ataque: Com as duas mãos, Duncan desfere um poderoso soco no chão liberando chamas.

O que mais?

Os “cores” Mack, Seth e Duncan ainda podem ser extraídos para serem alocados em outros quadros. Por exemplo, ao juntar peças de outro quadro que não tem um core próprio, Joule pode usar sua base para extrair o core azul do quadro original de Mack (cão-robô) para colocá-lo em um quadro com característica diferente dando novas atribuições a Mack como por exemplo, voar. Isso possibilita dar diferentes atributos ao novo quadro dependendo de qual core Joule utilize. Tanto as habilidades específicas mudam como também as habilidades de ataque. Usando o core vermelho de Duncan no quadro do corebot voador por exemplo, a habilidade de ataque consiste em lançar uma espécie de orbe em direção ao inimigo que se transforma em um pilar de fogo, e se utilizarmos o core azul de Mack no mesmo quadro voador, o ataque será um poderoso raio laser.

Essa característica confere mais possibilidades de ataque e exploração. Lembrando que não há limite para usar essas trocas, mas como a equipe de corebots de Joule é limitada a 2, será preciso escolher quais amigos irá levar e em quais configurações. Alguns lugares só poderão ser acessíveis com o quadro voador enquanto outros com o quadro original de Duncan, por exemplo. Portanto, para explorar bem o mapa e encontrar valiosos itens, será preciso revisitar vários lugares com corebots diferentes.

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Evolução

O sistema de upgrade dos bots, apesar de não ser tão simples, não se limita apenas a melhorar características com a utilização de “cores” inimigos. Existem diagramas de peças robóticas para os bots espalhados pelo mundo de ReCore que podem ser construídos através de um conjunto de peças específicas. Essas peças podem ser adquiridas explorando o ambiente e estão espalhadas por todos os lados. Combinando as peças, pode-se melhorar a qualidade das mesmas, permitindo a construção de partes cada vez mais poderosas. A mudança nos bots, além de estética, melhora os atributos dos bots. Cada diagrama corresponde a uma parte do corpo dos amiguinhos de Joule. Todo esse processo de construção e upgrade só podem ser feitos na base de Joule, portanto, sempre que houver a necessidade de realizar esses procedimentos será preciso voltar à base.

Existe ainda uma personagem, chamada de Violet, que é responsável pelas viagens rápidas pelo mapa e pela troca da equipe de bots de Joule. O que facilita bem a vida porque, além de obviamente acessar mais facilmente cada área do mapa, ao explorar o mundo de ReCore, alguns lugares só poderão ser acessados com a habilidade de um bot específico. Quando este bot não estiver em sua equipe no momento, basta procurar por Violet para trocar seu grupo de bots.

Mesmo com um sistema de combate que funciona bem e uma parte de exploração que muitas vezes vai exigir as habilidades de bots específicos, ReCore peca pela exigência obrigatória de coletar os chamados “cores prismáticos” para acessar algumas áreas específicas do jogo e até mesmo para dar continuidade a história. Esses cores prismáticos são itens bem específicos e diferentemente dos “cores normais”, só servem para abrir portões e acessar algumas áreas.

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Eles podem ser encontrados escondidos pelo mapa, destruindo inimigos específicos ou cumprindo desafios nas chamadas “masmorras”. Esses desafios são norteados por 3 objetivos que devem ser cumpridos, sendo um deles a chata corrida contra o tempo. Os primeiros desafios são até interessantes, mas a medida que vão se repetindo, fica chato ter que cumpri-los para conseguir cores prismáticos. Além dos tais cores, para cada desafio cumprido, Joule é presenteada com um baú que pode conter diagramas e/ou peças e itens. O problema aqui é que esses desafios não parecem ter muito sentido no jogo, uma vez que, tirando os benditos cores prismáticos, não influencia em absolutamente nada na história.

Acontece que para acessar uma área e chegar a um portão, eu preciso passar por uma área com inimigos, exigir muitas vezes das habilidades de Joule e dos bots e enfim quando chego, não consigo abrir o portão porque ele exige “X” número de cores prismáticos. Aí temos que voltar tudo e explorar o mapa para conseguir o número necessário do item para abrir o portão e seguir adiante. Obrigar o jogador a recolher itens para acessar áreas para avançar na campanha do jogo não me parece ser algo agradável.

11-09-2016_15-00-45ReCore parece tentar justificar suas atividades secundárias obrigando o jogador muitas vezes gastar muito tempo recolhendo um item específico muitas vezes para passar por uma parte da história que dura 20 minutos. Definitivamente isso não foi legal. Assim como também não é legal esperar os longos loadings durante o jogo, especialmente após Joule “morrer”.

Outra coisa que me incomodou muito foi comparar o jogo pronto com o que foi mostrado no trailer do game na E3. No trailer, ao que parece, Joule utilizava os “cores” para “dar vida” a robôs abatidos para lutarem ao seu lado. Uma coisa que não acontece realmente no jogo. O papel dos “cores” no jogo infelizmente ficaram limitados a meros itens para serem usados com o objetivo de melhorar características dos bots. Houve uma mudança durante o processo que me parece não ter sido uma boa escolha.

ReCore tem um ambiente incrível mas me parece ter sido mal explorado. Não é um jogo ruim. É um jogo que, apesar de ter um grande potencial, principalmente com relação à história, um bom nível de exploração e um sistema de combate rápido e dinâmico, errou em alguns aspectos que me fez ter a sensação que o jogo parece um quadro branco, onde os produtores não souberam usar as cores certas para fazer sua obra de arte. Se eu recomendo? Sim eu recomendo, mas não crie tantas expectativas, pois apesar de ser um bom jogo, pode te cansar antes da hora.

Nota: 8.0/10.0

ReCore é um bom jogo. Apesar de alguns deslizes, vale à pena conferir o game e se divertir nas batalhas com a ajuda de seus corebots.