Análise: 7 Days to Die

título - reviewE se você estivesse em um apocalipse zumbi e tudo o que tivesse disponível fosse a habilidade de construir as mais diversas ferramentas, armas, roupas e casas para se proteger? E se tivesse ainda tempo limitado para sobreviver aos diversos desafios? Esta é a proposta que o jogo 7 Days to Die, carinhosamente apelidado de Minecraft Zumbi, desenvolvido pelo estúdio The Fun Pimps e publicado pela Telltale Game traz para os jogadores de Xbox One.

Lançado em 28 de Junho deste ano o game parte de uma premissa já bastante explorada: você acorda desorientado, no meio de um mundo pós-apocalíptico (sim, os zumbis existem!) e sem nada nas mãos. O que o torna diferente dos demais títulos de zumbis disponíveis no mercado é a sua mistura de mundo aberto, construção (armas e cenários), condições de sobrevivência e características de jogos RPG.

 

GRÁFICOS

De cara você vai estranhar os gráficos de 7DTD (vamos chama-lo assim para facilitar, ok?). O título não é bonito visualmente e pode fazer muitos jogadores torcerem o nariz para suas texturas de baixa qualidade, imagens pixeladas e visuais pobres. Entretanto, tudo vai depender do seu ponto de vista.

Se considerarmos que a proposta do jogo é ser um Minecraft com zumbis os visuais podem ser considerados até como de excelente qualidade! Todos que já jogaram o famoso jogo da Mojang sabem que, definitivamente, o título não leva nada a sério a máxima de que gráficos também são importantes. O mesmo se passa com 7DTD. Os gráficos são belos em comparação com seu jogo de referência, porém, extremamente pobres com relação ao nível de jogos que vemos atualmente.

As texturas utilizadas são de baixa qualidade e os cenários são constantemente repetidos. O que dá um pouco de variação ao ambiente do game são as construções que você fará ao longo da campanha, quebrando um pouco a “monotonia visual” que assombra o título. A sensação que temos ao longo da campanha é que, para economizar no desenvolvimento, optou-se por utilizar gráficos mais fracos, uma engine ultrapassada e pouco ou quase nada de objetos/inimigos na tela. A sensação que temos é de “um enorme vazio” enquanto jogamos o título.

7DTD é um jogo que, visualmente, consegue ser mais fraco que a maioria dos jogos de lançamento da geração anterior.

GAMEPLAY

Aqui seria o campo onde o jogo se destacaria, certo? Errado.

O jogo se propõe a ser um título de mundo aberto com elementos de RPG e ação. De fato, as possibilidades de criação de materiais, armas e equipamentos são infinitas, possibilitando que você se divirta por horas a fio enquanto cria seu próprio forte para se proteger dos mortos ambulantes.

Entretanto, durante nossa experiência nos pareceu que o jogo está mal otimizado e não foram poucas as vezes que tivemos problemas com quedas de frame-rate e travamentos, nos obrigando a reiniciar a partida. Isso tornou a experiência de jogo em algumas (muitas) vezes irritante.

Fora estes problemas técnicos, devemos ressaltar que as possibilidades de criação são numerosas e que é uma experiência extremamente divertida. A ideia de criar um jogo ao estilo de Minecraft com zumbis foi sensacional e curtimos muito a proposta que a The Fun Pimps trouxe.

EFEITOS SONOROS

Não achamos que os efeitos e a trilha sonora do game ajudaram, pelo contrário: na maioria das vezes (90% do tempo) o jogo não possui nenhuma trilha e a única coisa que se ouve são os barulhos dos passos ou dos inimigos próximos a você.

Em momentos de grande tensão (quando se está sob ataque, por exemplo), a trilha foi adequada, ajudando a criar uma atmosfera de medo e adrenalina.

Para todos os julgamentos, a trilha é apenas “ok”.

DIVERSÃO

As possibilidades de jogo em 7DTD são infinitas! Você terá à sua disposição centenas de objetos disponíveis e as combinações que podem ser realizadas são as mais variadas possíveis. Você será o responsável por criar seus próprios itens de sobrevivência e convenhamos, isso torna a experiência de jogo um tanto quanto divertida.

Além deste item, outro ponto de destaque do título é o fato de que sua personagem reagirá ao estado em que estiver inserida. Por exemplo, se estiver sem roupas (de cuecas é o padrão do game, ok?), você sofrerá danos mais rapidamente e, em consequência, sentirá mais frio ou mais calor. Se estiver com roupas “normais” e de repente entrar em um ambiente frio ou se molhar durante a chuva pode morrer com hipotermia. Sentirá fome, cansaço, frio, calor e assim por diante.

A cada 7 dias as hordas de inimigos são renovadas e você poderá enfrentar inimigos mais poderosos e em maior quantidade. Sua sobrevivência dependerá unicamente de como você se preparará com os itens que estiverem à sua disposição.

O jogo também ganha outra impressão quando jogado online, através da Xbox Live. A interação com outros jogadores pode ser construtiva ou destrutiva: juntos vocês podem sobreviver trabalhando e construindo equipamentos ou então de forma competitiva, aniquilando o outro jogador e ficando com os seus equipamentos. Em nossos testes, a realização de partidas multiplayer foi estável, não sofrendo de quedas ou dificuldades para se localizar salas de jogos.

CONQUISTAS

A grande maioria das conquistas do jogo não são difíceis de serem desbloqueadas. Ao longo da campanha e nas partidas multiplayer, você com certeza desbloqueará grande parte delas sem perceber.

Entre os desafios, os mais comuns estão relacionados com a construção de equipamentos, assassinato de outros jogadores em modo online e sobrevivência.

As mais bizarras são secretas e dentre elas uma nos chamou bastante atenção: Fique pelado, em ambiente com 0 grau ou menos e 100% molhado…  Apenas um pouco complicada (e arriscada) de se executar.

CONCLUSÃO

7 Days to Die é um jogo divertido, porém, sofre com diversos problemas técnicos. A infinidade de opções de criação e realização dos desafios do jogo o tornam um título obrigatório para fãs do estilo Minecraft. Porém, os jogadores que se preocupam com gráficos e jogabilidade sólidos podem se irritar demasiadamente com os problemas que o título possui.

Nós gostamos e o recomendamos, mas com algumas (importantes) ressalvas.