Análise: Mighty N° 9

Mighty N° 9

  • ComCept INTI Creates
  • Deep Silver
  • Ação e Aventura, Jogo de Plataforma

A história do jogo se passa no ano de 20XX, em um mundo onde a engenharia robótica avançou fortemente.

O pânico mundial causou o colapso do capitalismo e trouxe um novo socialismo, sob os quais o governo mantinha o controle através de robôs designados para a tarefa de manter a ordem a qualquer custo. Comida, roupas e abrigo são completamente controlados pela mão de ferro de um governo autoritário. A era da guerra havia terminado, trazendo ao mundo uma paz que parecia ser eterna.

Embora os avanços robóticos ajudaram muito a manter a ordem pública e o desenvolvimento, as pessoas começaram a se sentir oprimidas devido a estas medidas de manutenção da paz. O governo então, para minimizar esses problemas, resolveu patrocinar um evento de entretenimento pra a população. Uma batalha entre robôs que duelavam até a morte. Essa batalha robótica acontecia em um lugar conhecido como “Battle Colosseum”. O que a população não sabia, é que uma nova ameaça para a humanidade estava chegando.

Dr. White havia criado 9 irmãos robôs conhecidos como “Mighty Numbers”, que eram a equipe mais popular e poderosa de robôs que duelavam no Battle Colosseum. Mas, durante a competição houve um ato repentino de terror cibernético, infectando-os com um vírus de computador fazendo com que ficassem completamente descontrolados e agressivos.

Os irmãos afetados com o vírus, tomaram o controle das principais instalações da cidade. O vírus se espalhou rapidamente para todos os robôs do mundo. Cabe agora ao solitário No.9, que era considerado o robô mais fraco da equipe do Dr. White, restabelecer a ordem, salvando seus irmãos do poderoso vírus e descobrindo toda a verdade que está por trás dessa ameaça.

Mighty N° 9 tem muitos personagens legais. Vamos conhecer alguns deles:

Beck

Beck é o mais novo membro da popular equipe “Mighty Numbers”. Ao contrário de seus irmãos, ele não foi criado com objetivo de ser eficiente em combate, sua timidez sempre acabava atrapalhando no campo de batalha e, portanto, era o elo mais fraco da equipe, mas dentro dele encontra-se um poder oculto. Como ele não foi afetado pelo estranho vírus, Beck agora tem a missão de salvar o futuro de toda a humanidade.

Dr. White

Dr. White é um personagem coadjuvante no Mighty No. 9. É o criador dos poderosos “Mighty Numbers”, incluindo o personagem principal, Beck. Ele é amigo do Dr. Sanda e pesquisador da SANDA Technology.

Dr. Sanda

Soichiro Sanda (também conhecido como Dr. Sanda), é o chefe da SANDA Technology e o criador de Call. Ele tem sido o melhor amigo de Dr. White desde que eles eram estudantes. Ele é o irmão gêmeo de Seijiro Sanda.

Call

Call é outra protagonista do game (confirmada para o modo co-op). Call foi criada pelo Dr. Sanda e funciona graças a tecnologia chamada Xel (O Xel ou “Cell” é a pedra angular do mundo dos robôs de Mighty No. 9. Cada robô é composto de Xel, bem como seres humanos são compostos de células e os gráficos dos primeiros jogos eram compostos de pixels). Call será a parceira de Beck na aventura.

Mighty N° 9 é um jogo de plataforma inspirado (e muito), nos famosos jogos da série Megaman. Apesar de estar intimamente ligado a jogabilidade dos games do famoso robô azul, o game é bastante desafiador se compararmos a alguns games do gênero.

O protagonista Beck trás algumas novidades bem interessantes. A primeira e mais importante talvez seja uma nova função para o famoso “dash” que, além de ter o óbvio objetivo defensivo em várias situações, é um movimento que Beck utiliza para realizar combos e adquirir habilidades temporárias. Essa é uma habilidade nata do personagem, portanto, podemos contar com essa importante ferramenta desde o início do game.

Apesar do jogo se mostrar um pouco mais rápido que Megaman, a jogabilidade flui tranquilamente, mesmo que alguns comandos, como por exemplo a troca de habilidades ofensivas (armas), ser pouco funcional, os outros comandos respondem bem. Outras coisas que me incomodaram bastante, foram a ausência de pulo duplo e algumas habilidades como um tipo de “back step” que funciona muito pouco durante o game.

Ao longo do game, Beck adquire novas armas. O processo é o mesmo que acontece em Megaman. Após derrotar o “chefe” da fase, Beck adquire a habilidade de seu oponente, podendo utilizá-la aproveitando suas características para facilitar a luta contra os outros “Mighty Numbers”. Algumas armas realmente fazem um estrago, já outras nem tanto.

No geral, dentro da proposta de um jogo de plataforma, a jogabilidade é boa.

Apesar da proposta do game, Mighty N° 9 não inova nos gráficos. Muito pelo contrário, mesmo com algumas mudanças na câmera em alguns momentos, os gráficos se mostram bem simples. Outra coisa que incomodou muito foi a falta de detalhes nas fases. Isso faz com que o jogador tenha a impressão que o jogo “saiu do forno” antes da hora, mesmo com todos os atrasos que o game sofreu para ser lançado. Os estágios, apesar de terem temas diversificados e serem bem desafiadores em alguns momentos, não fazem jus a nova geração de consoles. Neste quesito específico, o game realmente ficou muito a desejar.

Esse, com certeza, é um dos motivos pelo qual a crítica tenha batido tão forte no jogo. Esperávamos mais. Bem mais.

No geral, Mighty N° 9 é um game desafiador, não é um game tão difícil quanto Megaman é verdade, mas ainda assim traz um desafio de qualidade, principalmente para aqueles que não tem tanta afinidade com o gênero. Já para aqueles acostumados com esmagar o botão para pular e atirar, vão sentir que o game tem uma dificuldade bacana. Alguns vão “pegar a manha” após jogar as fases umas 4 ou 5 vezes. As lutas contra os chefes são um ponto que preciso destacar aqui. Ao contrário de Megaman, onde bastava escolher a arma certa e esquivar dos ataques, em Mighty N° 9 existem durante o combate alguns requisitos para cumprir, eles não são obrigatórios mas dão muitos pontos e até conquistas. Isso faz com que a luta contra eles fique bem interessante, pois se você vencer a luta sem cumprir esses requisitos, com certeza você vai querer voltar a lutar com eles novamente só para conseguir essas conquistas.

Mighty N° 9 é um game bem divertido. Talvez o fato de ter essa similaridade com Megaman faça com que muito jogadores, principalmente os fãs de games de plataforma da época dos consoles 8 bits, se arrisquem nessa aventura. Para os gamers mais novos fica a dica. Experimente.

Mighty N° 9 com certeza não é o jogo de plataforma dos sonhos. Compará-lo a Megaman, mesmo com todas as referências, pode ser uma heresia já que o game também não foi capaz de corresponder as expectativas e ao hype que foi criado desde de seu anúncio. Mas.. E esse mas é bem importante. Apesar de ser duramente criticado, Mighty N° 9 consegue (apesar dos gráficos ficarem devendo muito), através da mistura de desafio moderado, boa jogabilidade e diversão nos dar ótimas horas de gameplay. Pra quem é fã de games de plataforma, games do Megaman e para aqueles que procuram um game do gênero, eu recomendo.

Para quem quer curtir a aventura de Beck e os “Mighty Numbers”, Mighty N° 9 pode ser adquirido pela bagatela de R$ 39,90 na Live.