Ryse: Son of Rome

Ryse: Son of Rome

Comande Roma e Conquiste sua Liberdade

Ryse: Son of Rome é um dos primeiros títulos exclusivos do Xbox One. Assim como Forza 5 e Dead Rising 4, o título fez parte de toda estratégia de divulgação da Microsoft para lançamento de seu novo console. Vimos dezenas de vídeos, trailers, entrevistas … porém não havíamos visto ainda o poder da Jogabilidade e dos Gráficos, contados a partir dessa nova geração.

O Universo trás para vocês com exclusividade o Review seguido de um Gameplay desse grande título de lançamento da Microsoft.

“Ryse: Son of Rome é um jogo acima das expectativas. Não espere muito da Jogabilidade, porém conte com gráficos maravilhosos e uma história sensacional para completar”.

Com isso em mente, podemos dizer que Ryse foi uma agradável surpresa. Um dos seus pontos fortes e inesperados, especialmente vindo de Crytek, é que a história é realmente divertida. As missões da campanha são profundamente lineares através paisagens de combate, e o jogo é finalizado com uma grande história digna de novela, com deuses e vingança.

Atenção: Spoilers

Gameplay

A Campanhanull

Para quem gosta do gênero Aventura/Ação/Combate que envolve esse mundo de Civilizações Romanas é um prato cheio. Em partes Ryse lembra muito o Filme Gladiador (calma eu explico). Pela sua tecnologia de desenvolvimento, e batalhas dignas de filmes Hollywoodianos, o jogo consegue transportar toda uma emoção na sua história, contanto com heróis simpáticos (que nos identificamos) e vilões super desprezíveis. É como se atores estivessem encenando para nós.

Mas, tão boa quanto a história é, é o sistema desenvolvido para o combate. São muito simples e não exige mais do que 5 minutos para pegar o jeito. Um sistema de ataques de espada alinhado a ataques de escudo para quebra de guarda dos inimigos. Já do lado defensivo, bloquear ataques recebidos com A, ou rolar para se esquivar com B são vitais para garantir passagem pelos níveis mais difíceis. Enfraqueça um inimigo (fazendo combos) um ícone aparecerá acima de sua cabeça – sinal de que você pode começar uma execução. É um sistema muito simples, e não muda substancialmente conforme o jogo progride. A Execução se torna o melhor momento do jogo, claro além do modo Slow Motion.

Esquecendo um pouco sobre a história de personagem principal, instalamos o jogo, e, como nossa Equipe que não está pra brincadeira, já começamos a partida no modo mais difícil liberado. Nos primeiros momentos do jogo, é quase impossível não querer sair esfaqueando os poucos (porém bons) inimigos. Porém, nos modos mais difíceis, fica claro que o jogo anseia muito mais do que apertar botões freneticamente.

Quando os inimigos atacam, você deve bloquear os ataques no tempo certo, partindo para a ofensiva. Bater com o escudo na cara de um oponente mais defensivo vai torná-lo mais suscetível a uma investida. Depois de alguns golpes, um de dois ícones vai aparecer sob o inimigo. Uma caveira azul informa que já causaram dano suficiente e que podem ativar uma execução violenta. A caveira vermelha indica o mesmo, mas neste caso a janela de tempo é muito menor e têm de ser bem mais rápidos a ativar o golpe final.

Abrir a guarda de um inimigo com Y, e alternar entre X e Y, é uma forma de chegar lá, criando combos enormes, porém, é preciso lembrar que outros inimigos lhe atacaram por trás, e é ai que mora o segredo: Manter o foco no botão A, para bloquear os ataques e continuar o Combo. Assim que ver o sinal na cabeça do inimigo, é hora de apertar RT e criar diferentes execuções. Ao carregarem nos gatilhos iniciam a execução e os inimigos vão brilhar amarelo (Y) ou azul (X), informando com as cores qual é o botão que devem pressionar e quando. Não importa realmente se carregam na sequência certo, ou até se carregam de todo. Neste ponto o inimigo está como morto, mas se carregarem nos botões certos, vão receber uma recompensa maior. As execuções são extremamente violentas, porém mostram toda a capacidade de desenvolvimento de jogo utilizada, e que poderá ser explorada por outros títulos no futuro. As reações dos inimigos ao serem golpeados, o sangue jorrando como suco e toda a engenharia envolvida, resumem Ryse como um violento e delicioso jogo.

As recompensas são definidas pelo jogador. Através do D-Pad podem melhorar a saúde, aumentar o Focus (que abranda os inimigos e os torna vulneráveis a ataques rápidos), ganhar mais experiência ou aumentar o dano causado durante um período de tempo. É um sistema elegante, que incentiva a uma análise da situação e a uma reação em conformidade.

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São 8 capítulos da campanha, e nesse percurso vocês irão encontrar uma sucessão de situações onde devem enfrentar pequenos grupos de inimigos em espaços limitados, e, cada luta é muito parecida com a anterior. Os tipos de oponentes variam um pouco, mas as táticas que vão utilizar para os derrotar seguem quase sempre o mesmo padrão. Também não ajuda que, apesar do jogo ter um aspeto fenomenal, os inimigos sejam muito semelhantes entre si.

As batalhas de “Boss” são um pouco melhores. Fica claro que correr para trás dos inimigos e os golpear seja o caminho mais fácil, fica óbvio que foram programados desta forma, porque não importa se estão longe ou não, assim que executam o seu ataque mais poderoso (que é fácil de perceber porque brilham vermelho), dão oportunidade suficiente ao jogador. O que poderiam ter sido batalhas interessantes, limitam-se a uma interpretação medonha.

Existem outras mecânicas que quebram o ritmo. Por vezes é necessário juntar forças com os outros romanos e entrar em formação, de forma a proteger ataques de flechas. Em outras ocasiões é preciso comandar os soldados para que defendam posições estratégicas. Isto pode ser feito de duas formas. Podem carregar no LB até que um pequeno contador se esgote ou utilizar o Kinect para gritarem as ordens quando assim for pedido. O microfone, com comandos em português, funcionou perfeitamente bem. Também é possível agarrar lanças perdidas no campo de batalha, apontando com o gatilho esquerdo e disparando com o gatilho direito. Por último existe o Scorpio, uma besta gigante (a arma, não uma criatura), que devem utilizar de tempos a tempos quando enfrentam grandes ondas de inimigos.null

Quando aparecer a mensagem de que você pode melhorar suas habilidades, é uma boa hora para dar uma pausa no jogo e comprar novos atributos. Existem duas formas de evoluir Marius. Primeiro, através dos seus atributos: Saúde, Focus, Combate e Lucros. Fora isso, podem desbloquear novas execuções para acrescentar alguma variedade na matança. Existe uma seleção aceitável de animações, mas não o suficiente para impedir repetição.

As “cinemáticas” que contam a história são de uma qualidade visual inigualável e existe uma em particular que utiliza um estilo de arte distinto que é um verdadeiro mimo. A única coisa que ficou chata para a nossa equipe, foi o curto espaço de tempo utilizado para terminar o Game. É possível fazer os 8 capítulos em menos de 6 horas de jogo.

Multiplayer Cooperativo & Arena

Ao acabar a campanha, é hora de experimentar um modo extra, que inclui batalhas em arenas em modo cooperativo ou solo. Nada de muito especial, apenas enfrentar várias “hordes” de inimigos em arenas enormes (e graficamente espantosas). Escolha o Coliseu para ser presenteado com vários ambientes que sobem do chão em plataformas mecânicas e onde o objetivo é entreter o público com mortes violentas. É divertido, mas como tudo no jogo, repetitivo.

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É possível personalizar o gladiador com itens adquiridos através de pacotes especiais. É possível também usar os créditos que se ganha na arena para comprar estes pacotes,ou, através de micro-transações. Outra coisa que se pode comprar com dinheiro real são mais execuções que podem ser usadas na campanha a solo. Com tantas micro-transações, é evidente que esta é uma aposta forte da Microsoft para o futuro do Xbox One.

Conquistas

O sistema de conquistas de Ryse é bem simples e fácil. Porém a cada “piscada” de tela, a ansiedade pela próxima aumenta. Se você é um Viciado em Conquistas Ryse é um jogo que lhe dará os 1000 pontos com tranquilidade.

Considerações Finais

Nós tentamos ser imparciais sempre, analisar todo lado positivo e também o negativo. Nas primeiras divulgações de Ryse, acreditávamos que esse jogo só seria mais um no mercado, e que o grande trunfo ficaria para os títulos que sairiam em 2014. Ryse seria utilizado como uma espécie de laboratório, e ambiente de “oba-oba” para o “frisson” de lançamento do Xbox One.

Porém, depois de poder ter jogado, no próprio console, no conforto do meu sofá, ficou claro que eu estava ENGANADO! Alias o Universo Xbox estava enganado. Ryse tenta por várias (como falamos acima) vezes trazer a emoção talvez do que o Filme Gladiador proporcionou. Copiar esse ambiente só te leva a sentir uma enorme emoção no jogo – seja quando matam a família de Marius, ou quando seu Pai é assassinado – de todas as formas, você joga o game como se estivesse vendo um filme.

A Campanha é curta e o Modo Multiplayer acaba enjoativo após a sua terceira participação, mas mesmo assim é um marco na história da nova geração. Agora sim o Xbox One pode olhar para seu principal concorrente e dizer: Sim, nós temos um jogo melhor do que o seu! (Me desculpem fãs de God of War).

Se você assim como eu, queria uma opinião do tipo: Comprar ou não Comprar, eu lhe respondo: COMPRE! Jogue o quanto puder, se delicie e curta muito esse jogo. Porém faça a venda o quanto antes e espere os próximos títulos, que com certeza trarão muito mais qualidade, história e jogabilidade.

Para finalizar, fica o pedido a Crytek e a Microsoft: FAÇAM UMA SEQUÊNCIA DE RYSE!
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