Pega essa Análise! Control

O mais novo e emblemático título da Remedy torna a ficção ainda mais realidade (de novo!)

Desenvolvido e criado pela Remedy Studios (um dos meus favoritos), lançado mundialmente no dia 26 de Agosto de 2019, chegou Control, jogo third-person action-adventure que gira em torno do FBC (Federal Bureau of Control), uma agência secreta do Governo dos EUA, que estuda fenômenos paranormais e todo tipo de objeto que foge às leis naturais. Pega essa Análise! Control

Na pele de Jesse Faden, que adentra à Agência em busca de seu irmão desaparecido e logo se vê como a nova diretora do local, exploraremos o antigo prédio do FBC utilizando habilidades poderosas para combater os mistérios que envolvem essa história.

A atriz Courtney Hope que interpreta Jesse Faden

O fato é que, é impossível não se apegar em Quantum Break … [afinal … né … {pausa para o suspiro}] para analisar neste jogo, e questão aqui é; Estaria a Remedy utilizando a mesma receita ou criando algo novo? É isso que vamos descobrir!

Dica do DJ: Se você nunca jogou Quantum Break, ou não faz a mínima ideia do que eu estou falando, aproveite o Game Pass, o jogo está no catálogo e pode ser jogado de graça, correeeeeeee!

Pra começar esse trabalho maravilhoso que eu to fazendo aqui . ham ham … cof … err … quer dizer, pra trazer uma análise de peso parar vocês, eu vou utilizar de algumas artimanhas topzeras pra facilitar o entendimento.

Todo mundo sabe que Quantum Break foi desenvolvido entre Microsoft e Remedy para ser um título exclusivo da plataforma, e por alguns motivos, ambas empresas não seguiram namorando, se amando, e a Remedy meteu o pé na bunda a Microsoft e resolveu seguir carreira e desenvolver seus títulos utilizando a sua Engine maravilhosa criada para o Quantum Break … você sabia né?

Control foi apresentado na E3 e de cara foi impossível não associar a semelhança: O game foi desenvolvido utilizando a mesma propriedade (exclusiva) gráfica da Remedy chamada Northlight, e já que não podia usar o nome/jogo Quntum Break, então vestiu o personagem de mulher, e mudou meia dúzia de ações, é isso produção? É … mas pode não ser … tudo depende de como você olhar para o copo … meio cheio ou meio vazio.

Lembra da artimanha topzera? Então vamos lá: Se a gente olhar as semelhanças ambos jogos possuem uma riqueza enorme em história … e sim, antes que você pergunte, tem cinemática pra caramba, tem dialogo pra caramba, vários documentos e você precisa acompanhar tudo caso queira entender a história ao seu fim. E ela é BEEEEEEEEEEEEM complexa.

Olhando mais a fundo, ambos personagens possuem praticamente os mesmos movimentos, mecânica e firulinhas … além disso, a história de amor destruida entre Microsoft e Remedy, dá à empresa a oportunidade de proporcionar o jogo, quase que no mesmo formato para outras plataformas, quebrando a exclusividade!

Por outro lado, Control buscou alimentar o formato de uma forma diferentona, trazendo novos elementos de RPG, Combate e Evolução, que não estavam presentes no título irmão-raiz, e é basicamente neste ponto que nos apegaremos para prosseguir.

Quando comecei a campanha do jogo ao vivo no meu canal (MOMENTO MERCHANNNN), tentei esquecer tudo que sabia, ou não sabia do título anterior, e focar para aprender, viver e respirar Control. No começo, me coçaaaaaaava a língua pra falar: Nossa mano, olha esse ambiente, igualzinho Quantum Break … nossa mano, olha essa iluminação, muito Quantum … mas depois dos primeiros 30 minutos, já estava viajando na maionese e tentando entender o que (PIKAS) estava acontecendo ali.

Control começa tenso, com muitos detalhes cruciais da história já sendo entregues nos primeiros minutos da campanha, fazendo você ir aprendendo os movimentos e tudo mais rapidamente conforme evolui no cenário.

Control é a forma que a Remedy encontrou para dizer: Agora vamos fazer os jogos que a gente quiser.

Apesar de apresentar muitas informações desde o início do jogo, é durante a gameplay que descobrimos a linha de história do jogo, referente tanto ao presente quanto ao passado. Afinal… quem é Jesse Faden? Por qual motivo encontra-se no prédio da organização? O que são as criaturas e o fenômeno que toma todo o prédio? Estas e mais perguntas são desvendadas durante o jogo, onde descobrimos, junto com a personagem, respostas de todas as dúvidas que rondam o jogo.

Quanto mais o jogo desenvolve-se, maior torna-se a distância de seu predecessor, Quantum Break, adicionando não somente novas mecânicas de jogo, quanto referências a outros jogos, como Max Payne (em algumas mecânicas) e Alan Wake (em mecânicas e, inclusive, na própria história). Há, também, algumas claras inspirações cinematográficas, como Matrix, Inception e até um pouco de O Iluminado.

Control apresenta uma história linear. Diferentemente de Quantum Break, o jogo não apresenta opções de decisão e, consequentemente, a gameplay não afeta diretamente nos acontecimentos. Apesar disso, o jogo é extremamente rico em exploração, apresentando uma variedade de locais secretos, chefes secundários, documentos escondidos que explicam e enriquecem a história e o universo de Control. Tudo é feito para incentivar aos jogadores explorar cada canto dos cenários do jogo.

Conforme avançamos nas missões, Jesse vai incorporando novos poderes e, consequentemente, novas possibilidades. Além dos novos poderes, durante o jogo podemos aperfeiçoar, com pontos de experiência, habilidades e a arma utilizada. Também existem aprimoramentos que podem ser encontrados ou até mesmo construídos com materiais encontrados durante a exploração/combates. Além das missões principais e secundárias, o jogo apresenta, durante todo o jogo, missões temporárias, bastante importantes para angariar itens para a fortificação da personagem.

Control é uma experiência extremamente agradável, com bons efeitos visuais, combate extremamente ativo e com variadas possibilidades, história bem desenhada, cinemáticas e documentos bem trabalhados. Talvez, inclusive, o melhor trabalho da Remedy até o momento. Estão prontos para assumir O CONTROLE?

Control já está disponível na Microsoft Store por R$240,00

Pega essa Análise! Control