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Cinco anos atrasado e cheio de problemas

Crackdown 3 foi anunciado originalmente em 2014 e chegou ao Xbox One 5 anos após seu anúncio, sendo desenvolvido pela Sumo Digital. O game que passou por poucas e boas chegou e nossa experiência com o game você confere agora. Crackdown 3 – Análise / Review

O enredo é bem simples, basicamente existe uma super corporação misteriosa que se chama Terra Nova. Esta corporação assumiu o controle da ilha Nova Providência que de faxada é um ”porto seguro” para refugiados do caos no mundo inteiro. O nosso objetivo é entender o que se passa em Nova Providência e dar um fim na Terra Nova!

Quase 5 anos em desenvolvimento e parece que o tempo não passou…

O último título da franquia saiu em 2010 e foi lançado originalmente apenas para Xbox 360, quem já jogou conhece as mecânicas e sabe que Crackdown 3 trouxe algumas se não várias inovações para a franquia que infelizmente não foram bem utilizadas.

O Gameplay é a clássica ”pirâmide”, onde você tem que ir derrotando pequenos aliados do manda chuva até chegar em um ponto onde ele fica exposto e você pode derrota-lo. O grande problema é que as missões são extremamente repetitivas.

Em grande parte do jogo você terá que libertar civis inocentes de prisões da Terra Nova ou destruir grandes instalações tóxicas pelo mapa e até mesmo dominar estações de transportes que conforme você vai capturando te deixam mais perto dos mini chefes que você deve derrotar para chegar ao Boss final do jogo.

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Crackdown 3 - Análise / Review

Então você tem vários chefes que devem ser derrotados ao longo do jogo. Existe um chefe do transporte, do exército por aí vai.. Para derrotar o manda chuva dos transportes você terá que ir dominando as estações de transporte até conseguir informações suficientes para chegar ao chefe da quela área, até lá: você terá que dominar várias estações semelhantes que tornam o jogo bem repetitivo e isso vale para todos os chefes do jogo.

O sistema de progressão é bem simples, mas ao mesmo tempo complexo e divertido. Ponto positivo para o jogo nesse aspecto. De acordo com que você vai avançando na campanha, matando inimigos, escalando prédios e coletando orbes, o seu personagem vai subindo de nível em diversas categorias que a cada nível te dão uma habilidade nova como pulo duplo, habilidade de dar dash no ar, carregar mais balas, carregar mais granadas, transformar o seu carro da agência em um tanque ou um veículo que escala prédios.

Crackdown 3 - Análise / Review

Como citamos, a progressão é bem intuitiva e legal. É natural e não obriga o jogador estar totalmente upado em todos os aspectos para enfrentar o Boss final.

A variedade de inimigos é boa e eles são introduzidos aos poucos, de acordo com seu avanço na campanha e missões secundárias. Novas armas também são liberadas ao decorrer do Gameplay e são bem divertidas.

O grande problema de Crackdown 3 é a história rasa e o Gameplay repetitiva que em muitos momentos te faz querer trocar de jogo e voltar mais tarde. O mundo do jogo é totalmente 3D, mas as texturas são 2D.

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Crackdown 3 - Análise / Review

Grande exemplo disso são os telhados das casas que parecem ter um relevo, mas quando observados de perto são apenas uma imagem colada que simula o 3D. Tá certo que isso não influencia seu Gameplay, mas foram 5 anos em desenvolvimento, será que não deu tempo de fazer uma textura 3D?

Por outro lado, a trilha sonora é bastante interessante e envolvente. Por mais que as texturas tenham esse problema de serem 2D, os gráficos agradam, mas não parecem coisa de nova geração. Por mais que você não aceite, esse certamente era um jogo para o Xbox 360 que foi empurrado para o Xbox One.

A verdadeira evolução

A grande evolução aqui fica na nuvem que trouxe ao modo multiplayer do jogo uma grande qualidade nas destruições em tempo real. Certamente veremos muitas desenvolvedoras utilizando desse recurso daqui para frente.

O que não conseguimos entender é: Crackdown 3 é sobre destruição, mas no modo campanha, a grande inovação do jogo que é a destruição através da nuvem não está presente. Nesse ponto eles pecaram muito, está certo que nem tudo deve ser destruído, mas eles poderiam fazer como Just Cause: colocar construções únicas que podem ser destruídas.

Crackdown 3 já está disponível e você pode compra-lo clicando aqui.

Crackdown 3 – Análise / Review

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REVER GERAL
Nota do Crítico
6
Natural de Juiz De Fora, MG. Apaixonado por games e tecnologia tenho em mente que ''Se o Pica-Pau tivesse comunicado a policia, isso nunca teria acontecido.''